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Salário mínimo 2026: o que muda para as empresas e o que revisar já em janeiro

Salário mínimo passa a R$ 1.621 em 2026. Veja impactos na folha, contratos, terceirização e rotinas de compliance para empresas.

Arthur Baccar - Advogado

1/13/20262 min read

a person stacking coins on top of a table
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Em 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor o novo valor do salário mínimo nacional: R$ 1.621 (reajuste de 6,79%), oficializado pelo Decreto nº 12.797.

Para empresas, a mudança não afeta apenas quem paga exatamente o mínimo. Ela impacta uma série de rubricas e referências que, direta ou indiretamente, usam o mínimo como base — além de repercutir em negociações contratuais, prestação de serviços e planejamento de custos.

Onde o reajuste costuma gerar reflexos práticos

1) Folha e encargos
Mesmo quando o piso da função é superior ao mínimo, o reajuste pode “pressionar” faixas salariais mais baixas e gerar necessidade de recomposição interna (principalmente em equipes operacionais).

2) Benefícios e verbas com referência legal/convencional
Alguns benefícios e adicionais podem ter gatilhos em normas coletivas ou políticas internas. A dica aqui é revisar pontos de contato: vale-alimentação, ajuda de custo, gratificações, remuneração variável e critérios de elegibilidade.

3) Contratos com prestadores (terceirização e serviços continuados)
Prestadores podem solicitar revisão econômica quando o custo de mão de obra aumenta. Para a empresa contratante, o caminho mais seguro é checar:

  • se há cláusula de reajuste (índice, periodicidade, gatilhos);

  • se existe matriz de riscos (quem absorve variações salariais);

  • se a composição de preço foi documentada (memória de cálculo).

4) Política interna e compliance trabalhista preventivo
Janeiro é o melhor momento para padronizar rotinas:

  • atualização de tabelas salariais (e trilhas de cargos);

  • revisão de contratos de trabalho e aditivos quando aplicável;

  • checagem do controle de jornada (evita custo invisível de horas extras).

Checklist prático (para fazer em 7 dias)

  • Atualizar tabela de salários/benefícios e validar pisos aplicáveis

  • Revisar contratos com prestadores com mão de obra intensiva

  • Conferir impactos em custos por centro de custo (orçamento 2026)

  • Atualizar comunicados internos (clareza e padronização)

  • Registrar a revisão (ata/relatório interno) para governança

Este texto é informativo e não substitui análise do caso concreto. Se sua empresa tiver dúvidas sobre impactos contratuais e trabalhistas do reajuste, busque orientação jurídica de confiança.